sábado, 12 de diciembre de 2009

Wheels for Humanity I



Já contei como conheci o David. Então agora eu vou contar o que nós fizemos nessa viagem. Há cerca de dois meses atrás, dois containers cheios de cadeiras de rodas saíram de LA. Um foi  para DaNang, quarta maior cidade do Vietnã, à beira mar. Direto para o Da Nang Rehabilitation and Sanatorium Hospital, administrado pelo Dr Chin. O outro foi para Hué.

O time foi chegando aos poucos: Greg Stevens e Al McNiece, ambos CRTS, que é a certificação técnica para "mecânico" (em minha palavras, please!) de cadeiras de rodas, capazes não só de consertar mas principalmente de adaptar uma cadeira de rodas ás condições físicas e motoras do usuário. O Greg trabalha numa empresa chamada National Seating and Mobility e o Al tem a empresa dele. Já fizeram várias viagem com a Wheels.




Chris Marion e Karen Lenox, ele fisioterapeuta, ela terapeuta ocupacional, ambos trabalham num hospital no Oregon. Primeira viagem deles, conheceram o trabalho da Wheels através do hospital.






David Palmer, ex músico, diz o David Richards que ele escreveu letras de algumas músicas famosas dos anos 70 (Jazzman, cantada pela Carole King) e hoje é fotógrafo. E Charles Haid, ator, diz o David que ele participou de um programa de tv conhecido, hoje é cinegrafista. Eles são amigos do David há uns 20 e poucos anos, primeira viagem deles vieram para fotografar e filmar. Talvez saia um material bem legal para a Wheels usar.





Eu, espécie de assistente geral e fotógrafa oficial. Junto com o time dos hospitais, ajudei a identificá-los e colocar numa  "fila", tirando fotos de cada um deles com sua respectiva cadeira de rodas para controle.




Ou seja, da Wheels for Humanity, só o David mesmo. O resto do time é formado por voluntários. Gente que usa as férias para ajudar aos outros e paga tudo do próprio bolso. Por que? O Greg me disse que é o que ele ama fazer. Ele hoje trabalha com vendas mas dá para ver que quando ele começa a adaptar as cadeiras, ele entra no mundo dele, apertando, ajustando, cortando, adaptando, quase meditando. O Al me disse que nos USA, quando alguém recebe uma cadeira, a pessoa age como se fosse um direito dela e que aqui ele sente o agradecimento e a felicidade de quem recebe. E ele sabe e sente que aquilo vai fazer a vida de alguém melhor.

O programa da viagem foi 4 dias em Da Nang, 2 dias em Hoi An e 4 dias em Hué. Dei sorte, são cidades turísticas, então deu para misturar trabalho, turismo e boa comida.

No total, calculo que são quase 300 cadeiras de rodas e vários outros equipamentos. E o David, Greg e Al trouxeram suas respectivas ferramentas. Praticamente montaram uma oficina em cada um dos hospitais. Adulto no geral é mais fácil, só alguns ajustes na cadeira, altura do apoio dos pés e pronto. Criança, e a maioria eram crianças, é muito mais difícil. Teve criança que demorou horas, principalmente aquelas com grau alto de paralisia.

Eu não sei ainda como vou contar tudo o que vivenciei nesses dias. Tenho muitas fotos também. Vou pensar. Forte emoções é o que antecipo. Sei que todos os dias agradeci aos deuses por um bem precioso (se é que se pode falar desse jeito): saúde. Quando vc vê eles chegando, e eles chegam de todas as formas possíveis, geralmente carregados, o coração fica bem apertado.





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